segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Ba guá - Equilíbrio




O Baguá é uma espécie de mapa com formato octogonal - usado pela Escola do Chapéu Negro do Feng Shui - para identificar na planta baixa de um imóvel o que precisa ser harmonizado nos ambientes. Cada um dos cantos do Baguá é conhecido como guá e simboliza uma área da vida. São elas:


Carreira

Amigos

Criatividade

Relacionamentos

Sucesso

Prosperidade

Família / Saúde

Sabedoria / Espiritualidade

Cada guá tem seu significado, sua cor, seu elemento e sua forma. Para identificação de cada um é preciso aplicar o Baguá sobre a planta baixa da casa, considerando a porta de entrada. No entanto, cada imóvel possui um formato de planta e uma energia diferente, por isso é importante fazer uma consultoria de Feng Shui para uma análise personalizada e sugestão de curas.

Baguá é dividido em guás, que simbolizam áreas da vida


GUÁ DO TRABALHO/CARREIRA

Cores: Preto e Azul-Escuro

Forma: Sinuosa

Elemento: Água


O movimento e a ideia de continuidade regem essa área, que está relacionada com a sua vida profissional e também com as rotinas diárias. Tudo vai bem em seu cotidiano e no ambiente de trabalho quando há harmonia nesse guá.

Para ativar o Guá do Trabalho, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.

GUÁ DA SABEDORIA/ESPIRITUALIDADE

Cores: Azul, Violeta e Verde

Forma: Quadrada

Elemento: Terra

Desenvolvimento é a palavra-chave desse local, no qual é cultivado o intelecto, a intuição, o autoconhecimento e a clareza mental. Também é chamado de Guá da Espiritualidade porque tem ligação com o seu crescimento interior e suas crenças religiosas.

Para ativar o Guá da Sabedoria, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.



GUÁ DA FAMÍLIA/SAÚDE


Cores: Verde

Forma: Retangular

Elemento: Madeira


É o local dos laços de família desde os ancestrais até os parentes mais próximos. Para superar os obstáculos e fases difíceis da vida, recorremos às nossas origens e raízes para encontrar essa força mágica e revigorante.

Para ativar o Guá da Família, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.


GUÁ DA PROSPERIDADE


Cores: Roxo, Púrpura

Forma: Retangular

Elemento: Madeira

Essa é a área da riqueza e da prosperidade. Mas vale lembrar que também é a área da abundância em todas as áreas da vida como saúde, amigos, felicidade, etc. Para ser próspero, é preciso saber agradecer e lidar com a energia do dinheiro de uma forma positiva e equilibrada.

Para ativar o Guá da Prosperidade, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.


GUÁ DO SUCESSO


Cores: Vermelho
Forma: Triangular
Elemento: Fogo

Sua reputação só depende de você. Por isso, cuide da integridade de sua imagem com sinceridade para que as pessoas possam reconhecer suas qualidades em todos os aspectos: profissional e pessoal. Assim, você se sentirá realizado e chegará ao sucesso.

Para ativar o Guá do Sucesso, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.



GUÁ DO RELACIONAMENTO

Cores: Rosa, Branco e Vermelho

Forma: Quadrada

Elemento: Terra

Esse é o guá do amor e do casamento. A felicidade e a harmonia dos relacionamentos só acontecem quando têm como base emoções verdadeiras. Aqui, é preciso cultivar a confiança, o romance, a sintonia e a receptividade entre os parceiros.

Para ativar o Guá do Relacionamento, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.


GUÁ DA CRIATIVIDADE

Cores: Branco e Pastel

Forma: Redonda

Elemento: Metal


O seu futuro é aqui. Neste guá nascem as suas ideias e projetos visionários para um futuro melhor, cheio de entusiasmo, inspiração e alegria. Esse guá também é relacionado aos filhos.

Para ativar o Guá da Criatividade, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.

GUÁ DOS AMIGOS

Cores: Branco, Cinza e Preto

Forma: Redonda

Elemento: Metal

Além do seu círculo de amizades, os amigos são todas as pessoas que lhe ajudam. Sabe aquele "anjo que cai do céu" quando você mais precisa? Pois é, ele realmente foi enviado para lhe ajudar. Portanto, os amigos são os seus benfeitores. Esse guá também está relacionado com viagens.

Para ativar o Guá dos Amigos, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.


GUÁ DO CENTRO


Cores: Marrom, Terra, Laranja e Amarelo

Forma: Quadrada

Elemento: Terra

É a conexão entre os oito guás. No centro do imóvel está a unidade de todas as coisas e o equilíbrio da energia e da saúde física do ambiente e de seus moradores.

Para ativar o centro da sua casa, identifique onde fica esse canto em seu lar e decore-o com objetos relacionados às cores, formas e elementos dele.

http://www.personare.com.br/qual-o-significado-do-bagua-no-feng-shui-m4959

domingo, 7 de setembro de 2014

Fadas e Silfos - Elementais



Também conhecidos por Espíritos da Natureza, os Elementais podem ser compreendidos, sob uma definição laica, como seres (criaturas físicas ou espirituais) que habitam os quatro reinos da natureza (água, fogo, terra e ar) e podem exercer influência sobre os seres vivos.

O fundamento que conceitua e aborda a existência de seres da natureza teria origem no Bramanismo, antiga filosofia religiosa da Índia, antecessora do hinduísmo. Do mesmo modo, desde as primeiras civilizações surgidas, há referências sobre seres oriundos e habitantes da própria natureza. Na Grécia, Roma, Egito, China e Índia, acreditava-se na existência de seres que habitavam as águas, o ar, o fogo e a terra. Os gregos antigos referiam-se a estes seres como daemon (demônios). Entre os romanos, eram chamados de Genius Loci (Gênio Local) e eram alvos de adoração pela qual erigiam-se templos. Mesmo no folclore brasileiro, alguns personagens (como a Caipora e Mãe-d’água) possuem características comuns aos elementais.

A palavra elemental pode significar mente de Deus. Sendo assim, a origem destes seres poderia também estar diretamente associada a Deus. Neste caso, seriam "emanações" diretas da entidade criadora, que foram lançadas na Terra e encontram-se em processo constante de aprimoramento espiritual e moral. Ainda, antigas tradições afirmavam que todos os elementos da natureza possuem um "princípio inteligente". Deste modo, os elementais seriam diferentes.



Elementais do Ar: Silfos, os quais depois uniram-se as Hamadriádes e as Fadas - silfos, reinam no ar, nos ventos, assemelhando-se aos anjos. Tem a sensibilidade muita acentuada, e modelam as nuvens com suas brincadeiras já as fadas, ligadas a terra e ao ar, brilham luminosamente com um tom branco. São alegres e joviais e minuciosas, sendo que também podem desenvolver aspectos terrivelmente negativos, como reprovação as maldades humanas.

O ELEMENTO AR guardado por THOR e ÁRIES.

Os seres elementais do ar são chamados Elfos ou Sílfides. A matéria de seu corpo é mais sutil e luminosa que a dos outros seres da Natureza. Servem ininterruptamente para manter a atmosfera terrestre limpa, para que a humanidade possa viver nela.

Estes seres graciosos pertencem a uma categoria mais elevada que a dos gnomos e as ondinas. Os traços de seus rostos são de uma intensa beleza. Quanto mais elevada sua evolução, mais encantador seu aspecto.

Tratam das flores e plantas, dos gnomos o do reino animal dirigindo vibrações etérico-elétricas cheia de pulsante e vibrante vida.

As crianças são por eles tratadas com cuidado materno e ternura e acompanham as pessoas de sentimento aprimorado às vezes por toda a vida. Dedicam-se de preferência as coisas que servem para o bem geral. Vivem em paz entre si, são cheios de harmonia e bem-aventurança e sentem-se mais atraídos por pessoas iluminadas.

O ar contém muitas substancias espirituais, que não são usadas pelos humanos, inala-se e exala-se de maneira superficial e automaticamente, sem consciência, o suficiente para manter a vida do corpo, mas não para animá-lo e alimentá-lo espiritualmente. Deve-se praticar a respiração rítmica e profunda, consciente do prana contido no ar, para conseguir a sublimação e fortalecimento dos corpos inferiores.

Ainda estais desconhecendo esta força poderosa, não tocastes nem a sua orla e não imaginais o vosso próprio poder de extrair do ar a alimentação, estímulo espiritual, a eterna juventude e beleza, flexibilidade e fogo, tornando o corpo físico um sutil portador de Luz!

Através da discórdia e desarmonia perturbastes o ritmo dos corpos internos e de vossa forma física. Por isso sofreis de certos distúrbios que se tornam uma carga bastante pesada.





Incensos são usados para transmutar a energia dos elementais do ar. A meditação também é um bom método de transmutação de energia.



terça-feira, 2 de setembro de 2014

Origem Wicca


Também conhecida por Religião da Deusa e Antiga Religião, a Wicca é uma filosofia de origem pré-cristã baseada no princípio de criação feminino, nos ciclos da natureza, como as fases lunares e as quatro estações, revivendo o culto à Grande Deusa e aos Deuses Antigos. Também inclui várias modalidades de magia e rituais que buscam a harmonização pessoal.

Para seus adeptos, a Wicca é considerada uma religião. Devido a popularidade que atingiu nos últimos anos, várias hipóteses são criadas; desde sua origem até a forma como é praticada atualmente. Portanto, as definições são amplamente maleáveis e a Wicca torna-se um tema relativamente incerto.



O termo Wicca possui provavelmente duas origens. A primeira está ligada a palavra saxônica Witch, que significa dobrar, moldar ou girar. A segunda origem é relativa a raiz germânica da palavra Wit, que significa saber ou sabedoria. Portanto, deduze-se que Wicca pode significar moldar a sabedoria. É neste conceito que reside sua essência: moldar (adaptar e utilizar) o conhecimento universal em próprio benefício, sem prejudicar a ninguém. Porém, a palavra ainda carrega uma conotação negativa e errônea, sendo associada ao satanismo, magia destrutiva e cultos ou seitas opositoras ao cristianismo de um modo geral.


A Wicca e os Celtas

O conceito de Magia Wicca que se conhece atualmente, surgiu com os Celtas no período neolítico; nas regiões da Irlanda, Inglaterra e País de Gales, atingindo posteriormente a Itália e a França. Os Celtas surgiram por volta de 2 mil anos antes de Cristo e provavelmente tiveram origem entre os povos indo-europeus da Ásia. Apesar do povo celta ter se espalhado por terras tão distantes, seus costumes não se fragmentaram. Pois o idioma, a arte e a religião sedimentavam a base cultural.

A raiz filosófica-espiritual dos celtas era baseada no Druidismo, uma religião politeísta que reverenciava duas divindades principais: a Deusa Mãe (chamada de Ceridwen), que representa a criação e a fecundação onde todo o universo se originou; e seu filho, o Deus Cornífero (chamado de Cernunos), o pólo masculino que representa a fertilização. A única forma de alcançar as divindades era mantendo uma estreita relação com a natureza. Até mesmo o calendário era orientado através da natureza. Os celtas realizavam festivais ritualísticos celebrando suas divindades, praticavam a agricultura e a cura através das ervas.

Na organização social Celta, os Druidas eram os sacerdotes, guardiões das tradições, cultura e teologia. A classe sacerdotal era dividida entre homens e mulheres. Mas a cultura era essencialmente matriarcal. A iniciação nos mistérios druídicos durava em média 20 anos e os ensinamentos eram transmitidos oralmente, pois temiam que a palavra escrita pudesse se tornar veículo de Magia incontrolável. Ao se espalhar pela Europa, os celtas levaram suas crenças nativas que se combinaram ao conjunto de crendices local, dando origem ao conceito primitivo da Wicca.


Pagãos & Cristãos

Paganismo é o termo usado para definir as religiões oriundas do período pré-cristão. Assim, as práticas pagãs se desenvolveram durante séculos. Até que em 330 d.C, o cristianismo passou a ser imposto aos povos de todo o mundo. As práticas pagãs foram consideradas heréticas e toda a religiosidade pré-cristã, bem como seus adeptos, tornaram-se alvos da intolerância católica.

A Igreja deturpou a real significação da crença pagã e a propagou como um culto demoníaco. Por exemplo, a imagem do demônio comum entre os cristãos, é um homem com chifres e patas de bode; muito semelhante à imagem do Deus Cornífero. Este é um forte indício de que a Igreja católica transformou a imagem de divindades anteriores ao cristianismo em símbolos maléficos.

Assim, o sentido original assumiu um caráter negativista e destrutivo. Infelizmente, esta conotação se fortaleceu ao longo do tempo, e tudo que estivesse relacionado à bruxaria e Wicca, era visto como uma forma de anticristianismo. Este conceito errôneo foi se diluindo recentemente, à medida que estudos sérios e imparciais sobre as culturas pré-cristãs foram sendo divulgados.

Nesse período, certa de 5 milhões de mulheres foram queimadas, acusadas de bruxaria. Com isso a Igreja conseguiu conter o crescente poder que a imagem feminina estava adquirindo ao longo dos séculos, diante da chamada Deusa. Por conseqüência disso, foi gerada essa nossa sociedade masculinizada em quase todos os segmentos. Isso só veio a se alterar nos últimos anos, mesmo assim muito lentamente.

Wicca no Século XX


Um dos primeiros registros da utilização da palavra Wicca no século XX, ocorreu em 1921 quando foi publicado o livro The Witch Cult in Western Europe, da antropóloga Margaret Murray. Nesta obra, a autora relata os cultos pagãos do período pré-cristão que ainda eram cultivados em diversas partes da Europa. Em 1948, Robert Grave publicou The White Goddess. Após três anos, quando a última lei contra as práticas pagãs foi revogada, Gerald Gardner publicou o famoso Witchcraft Today. A consolidação da literatura wiccaniana ocorreu em 1979, com a publicação de Spiral Dance (com o título em português A Dança Cósmica das Feiticeiras) da autora Starhawk. Esta obra se tornou o livro sobre Wicca mais lido em todo o mundo. A partir daí, houve uma explosão de livros e artigos relacionados à práticas e crenças pagãs. Assim, a Wicca ganhou notoriedade na sociedade moderna ocidental, e ficou evidente que a bruxaria havia sido a crença religiosa predominante entre os antigos europeus; havia resistido a supressão e sobrevivido aos tempos modernos.

Atualmente, acredita-se que exista em torno de 12 milhões de neopagãos espalhados por todo o mundo. Sendo 250 mil nos Estados Unidos. Uma parte da população da Islândia é adepta do Asatru; uma variação da Wicca. Vários grupos se organizam e compõem um forte elo de divulgação por diversas partes do planeta. Assim, em todo mundo renasce a crença na Deusa e na Antiga Religião. Por Spectrum